País fica em segundo lugar no ranking de redução do estômago

EUA continuam em primeiro lugar com 300 mil procedimentos realizados anualmente

O aumento no número de pessoas obesas no Brasil alavancou a procura por cirurgias bariátricas. Entre os anos de 1999 e 2009, a quantidade de brasileiros que recorreram à redução do estômago subiu 500% passando de 5.000 para 30 mil. O salto rendeu ao país, pela primeira vez na história, a segunda posição no ranking mundial, perdendo apenas para os Estados Unidos, onde são feitos 300 mil procedimentos anualmente. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

De acordo com o ex-presidente da instituição, Thomas Szego, o Brasil, que estava na terceira colocação quanto ao número de cirurgias realizadas, passou a França nos últimos cinco anos. Ele lembra que, no Congresso Mundial de Cirurgia Bariátrica, ocorrido em setembro deste ano, o país foi reconhecido como o segundo também na realização de estudos científicos quanto ao assunto. Para ele, isso é uma das explicações para o aumento das pessoas que passam pelo procedimento.

“O investimento em estudos fez com que aumentasse a segurança e qualidade das operações e, consequentemente, mais pessoas passaram fazer”, afirma.

Explicações. Para o presidente da Sociedade Mineira de Cirurgia Geral, Marcelo Girundi, existem outros fatores que elevaram o número de reduções de estômago feitas no país. “O mais óbvio é que aumentou o número de pacientes obesos, mas tem outras coisas. Esse procedimento cirúrgico só passou a ser coberto pelos planos de saúde recentemente e o Sistema Único de Saúde passou a oferecer também. Aliado a isso, as pessoas passaram a ter mais informações sobre a cirurgia e passaram a procurar mais”, afirma.

Mas, apesar do aumento, segundo Szego, a oferta de cirurgias ainda está longe do ideal. “Se pensarmos que o Brasil tem, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), 3,5 milhões de obesos mórbidos, muita gente está na fila de espera”, afirma.

De acordo com os dados do MS, o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereceu 3.681 cirurgias em 2009, um aumento de 107% quando comparado com o ano de 2003, quando foram 1.778 procedimentos realizados gratuitamente.

Girundi ressalta porém, que a cirurgia bariátrica não é uma questão de estética, como muitos pensam, mas de saúde. É preciso que o paciente tenha obesidade mórbida e que todos os outros procedimentos como dietas e exercícios físicos já tenham sido tentados. Foi o que aconteceu com o auxiliar de escritório Artur Coutinho de Deus, 19. Ele fez a cirurgia há sete meses, quando pesava 120 kg. Mas, segundo ele, essa foi a última alternativa. “Tive uma infância magra, comecei a engordar e nunca mais emagreci. Eu me alimentava muito bem, mas comia muito. Fiz a cirurgia e hoje já perdi 40 kg”, diz.

País fica em segundo lugar no ranking de redução do estômago

Fonte: O Tempo

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