Hábitos mais saudáveis movimentam indústria de alimentos

Indústria de alimentos oferece cada vez mais opções com promessas de vantagens para a saúde

Os brasileiros estão correndo atrás do prejuízo. Depois que a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, do IBGE, indicou que 49% da população brasileira com 20 anos ou mais está acima do peso e 14,8% são obesos, parecemos estar mais preocupados com o que comemos. Em meio a uma infinidade de alimentos industrializados, tem se destacado o aumento de opções que oferecem mais que o sabor, atraindo o consumidor com a promessa de benefícios para a saúde.

Hábitos mais saudáveis movimentam indústria de alimentosDe acordo com pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Para Fins Especiais (Abiad), a indústria diet e light registrou um crescimento de 800% no Brasil nos últimos dez anos. A nutricionista Michelle Galindo, professora da Universidade Federal de Pernambuco, considera que a geração atual tem se preocupado mais com a alimentação. “Há 15 ou 20 anos, começaram a chegar ao Brasil os fast foods, self service e rodízios, que estimularam maus hábitos alimentares. Hoje estamos vendo os resultados negativos disso, e as pessoas querem evitar esses efeitos”, justifica.

Ela observa também que hoje há mais informação sobre alimentação saudável e que as pessoas estão mais conscientes de que nutrição e vida equilibrada são fundamentais para garantir uma vida mais longa. “Até o nutricionista está sendo mais procurado do que antes. E quando vou ao supermercado, vejo as pessoas lendo os rótulos, o que era raro. A mentalidade das pessoas está mudando”, afirma. Ao que tudo indica, o desenvolvimento de produtos com sabor e textura cada vez mais agradáveis também colabora para essa mudança.

EVOLUÇÃO DOS HÁBITOS ALIMENTARES
– Carlos Gouvêa, presidente da Abiad, explica que essa tendência é a fase mais recente da evolução no consumo de alimentos. Uma das primeiras grandes transformações aconteceu no pós-Guerra, quando as mulheres passaram a trabalhar fora e cresceu a dependência do alimento industrializado. “Nos anos 70, com o advento de novas tecnologias, alimentos mais específicos começaram a ser desenvolvidos, como os produtos diet, que inicialmente se dirigiam a diabéticos, e para celíacos, entre outros segmentos populacionais específicos”, relata Gouvêa.

No entanto a escala de produção desses alimentos era pequena e o custo era alto, já que os consumidores eram grupos muito específicos. Para mudar essa situação, a indústria buscou atrair mais consumidores, ampliando, por exemplo, o conceito de “diet”. “O segmento light/diet teve seu boom na década de 90. No começo, o consumo desses produtos era mais ligado a questões estéticas, ligado à vontade de ter um corpo ‘sarado’”, diz. Mais recentemente, os consumidores passaram a entender melhor os rótulos e a usar o diet ou light para melhorar a qualidade de vida, como é o caso de um hipertenso que compra produtos com reduzido teor de sódio. “Isso propiciou o advento da mais nova tendência, que é a dos chamados alimentos funcionais, que oferecem benefícios adicionais, além dos valores nutricionais do alimento”, destaca.

Fonte: JC Online

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